A dor das tristezas e da perda são como estacas fincadas no peito.
No mês que completa três anos da perda de papai, seu fiel e velho cão morre.
Hagi, nome romeno que eu mesmo dei, Copa do Mundo de 1994, ele pequenino(o cão) e eu assistindo um jogo da Romênia.
Há muito me ufano pelo amor ao futebol e nessa partida estava ele, Gheorghe Hagi, meia habilidoso e canhoto da Seleção da Romênia. Não teve jeito, esse era o nome.
O Cão caiu no gosto de papai, que ao longo de 10 anos foi seu companheiro.
Era impressionante o amor mútuo, papai à esquinas de distância e Hagi já fazendo seu ritual canino de alegria, o rabo balançando e latidos que não se cansavam. Papai estava chegando em casa. "Nossa! Esses bichinhos parecem que viram gente!".
Quando meu pai morreu há três anos ele logo adoeceu passando por uma cirurgia, aos poucos foi se recuperando, mas a tristeza se abateu ao velho cão.
Junto a nossa dor da perda de papai, ele se tornou o xodó, o "véinho" da família.
Papai fará três anos de ausência este mês, Hagi se foi há poucas horas.
Vovó o enterrou, nada mais justo a esse fiel membro da família.
(by ktmusic)
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